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Por Jornal i
publicado em 8 Mar 2012 - 03:00
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Harvard. Quando a inteligência é usada para meter a bola no cesto
Equipa de basquetebol universitário garantiu a ida ao torneio da NCAA pela primeira vez desde 1946

A imagem dos desportistas nos EUA é muito preconceituosa. Em qualquer filme ou série, a ideia do rapaz da turma que se destaca num desporto é associada a alguém com pouca inteligência, que seduz raparigas solitárias que lhe façam os trabalhos de casa e que só chega à universidade porque aparece alguém disposto a oferecer uma bolsa em troca do talento para uma modalidade qualquer. O preconceito existe, mas a NCAA (Associação Atlética Universitária Nacional) faz os possíveis para o desmontar através de anúncios. Num deles fica-se a saber que os alunos da primeira divisão da NCAA têm melhores médias que os restantes, que o número de diplomas atribuídos atingiu um novo máximo e que os estudantes afro-americanos que praticam desporto têm uma probabilidade 10% maior de se formarem. A frase forte surge no final “Ainda acha que não passamos de uns desportistas burros? O melhor é fazer o trabalho de casa!”

Quando o assunto é Harvard, o preconceito é outro. São inteligentes, mas o que percebem eles de desporto? A faculdade dos arredores de Boston tem um prestígio enorme, mas são poucos os que a escolhem quando o seu objectivo é seguir uma carreira desportiva. Ainda assim, existem. No basquetebol não são tão fortes como Duke, o Kentucky ou a Carolina do Norte, mas fazem os possíveis. Este ano, “os possíveis” quase significam alcançar o impossível.

Jeremy Lin foi o primeiro a dar um impacto mediático aos Harvard Crimson. O base taiwanês tem brilhado nos New York Knicks e os olhos do país começaram a virar-se para a equipa da Ivy League. É raro, mas acontece. Impulsionados por esse estímulo, os jogadores da universidade alcançaram um feito histórico: garantiram a presença no torneio da NCAA, que vai decidir o campeão universitário de 2011/2012.

Todos os anos em Março, 64 equipas partem com esse objectivo, mas é preciso recuar 66 anos, até 1946, para encontrar Harvard pela última vez nesta fase. “Estamos entusiasmados e honrados por ter uma oportunidade. É um momento tremendo para a Universidade de Harvard, para o nosso programa de basquetebol e para a nossa comunidade. Força, Crimson!”, anunciou o treinador Tommy Amaker.





 

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