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Por Jornal i
publicado em 4 Jan 2012 - 03:00
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Portlandia.Os hipsters ainda estão longe de Portugal
A segunda temporada da série que satiriza a cultura hipster de Portland estreiasexta-feira nos EUA. Ainda não chegou cá, mas é uma pena. Resta-nos encomendar o DVD ou ver os episódios na internet

Portland é a terra para onde os jovens vão para se reformarem, onde é fixe frequentar a escola de palhaços, onde toda a gente prefere andar de skate ou monociclo a andar de carro e onde se pode pôr um pássaro em qualquer coisa e chamar-lhe arte. Em suma, Portland, Oregon, uma cidade norte-americana com menos de 700 mil habitantes, é a capital mundial dos hipsters, onde ainda se pode viver “o sonho dos anos 90”. Pelo menos foi o que proclamou a série “Portlandia”, que estreou nos Estados Unidos em Janeiro do ano passado. A série cómica criada e protagonizada por Fred Armisen, do elenco de “Saturday Night Live”, e Carrie Brownstein, antiga guitarrista e vocalista da já desaparecida banda Sleater-Kinney, ridiculariza os habitantes de Portland, que querem a todo o custo ser cool. O nome, “Portlandia”, é uma alusão à estátua padroeira da cidade como o mesmo nome, a segunda maior dos Estados Unidos, a seguir à Estátua da Liberdade, que está em frente ao Portland Municipal Services Building.

A primeira temporada da série tem apenas seis episódios, com pouco mais de 20 minutos cada, mas foram o suficiente para viciar uma legião de fãs alternativos e para ser considerada um dos melhores cartões-de-visita da cidade. Aliás, o dia em que a série estreou, 21 de Janeiro, foi proclamado pelo mayor da cidade, Sam Adams, “dia oficial de Portland”. Na cerimónia, o mayor – que também apareceu num dos episódios da série – ostentou um pássaro decorativo, uma referência a uma das piadas de “Portlandia”.

Num dos sketches do primeiro episódio, Armisen e Brownstein são um casal hipster, daqueles que se preocupam demasiado com a comida. Num restaurante, fazem perguntas à empregada de mesa sobre a origem da galinha que vão comer. “É local? Qual foi a área que teve disponível para correr ao ar livre?” As perguntas levam a empregada a trazer um ficheiro com uma fotografia e informações sobre a galinha, que afinal se chama Colin. O casal decide visitar o sítio onde Colin cresceu, uma comunidade poligâmica onde acabam por ficar cinco anos.

As piadas sobre a cultura alternativa de Portland (de uma livraria feminista a um casal punk-rock, passando por um campeonato para adultos do jogo das escondidas) não são novidade.




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