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Por Jornal i
publicado em 13 Nov 2012 - 03:00
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“O Espelho”. Extra, extra há um novo jornal nas ruas
É gratuito e financiado por quem o escreve: gente que decidiu passar à acção. O primeiro número já se encontra por Lisboa desde ontem

“É um jornal de papel, de parede, de boca em boca ou de mão em mão. O que for preciso. Aquilo que em cada momento garanta o nosso papel e os nossos ofícios”, declara o primeiro número deste jornal em grande formato que se dirige ao público como “Pessoas do Século XXI”. Chama-se “O Espelho” e nasceu da vontade de “passar à acção”. É gratuito e desde ontem anda espalhado pelas ruas de Lisboa. As próximas paragens são outros pontos do país e Bruxelas.

A preto sobre branco, de letras miúdas que preenchem as páginas de cima a baixo, parece ter sido enviado do século passado. Pregado numa parede, no Chiado ou na Avenida de Berna, em Lisboa, pousado num banco de jardim ou emprestado por um amigo. A palavra de ordem é circular. O ponto de partida são 2 mil exemplares. “Temos de inventar, ir a jogo, esta é a nossa hora. Está na altura de fazermos o jornal que gostaríamos de ler”, conta Luís Gouveia Monteiro, enquanto se afasta da multidão. Ele é um dos jornalistas que estiveram ontem a distribuir exemplares do jornal por Belém, lado a lado com as manifestações que decorreram contra a austeridade e a vinda da chanceler alemã, Angela Merkel.

A ideia para fazer um jornal começou como uma brincadeira, conta-nos: “Falámos disto no fim de Abril e por mais estranho que pareça começou quase como uma piada entre amigos, ‘É preciso fazer alguma coisa, vamos fazer um jornal’.” Vai daí, mais algumas conversas e jornais e a brincadeira virou assunto sério. Juntou-se mais gente “com vontade de passar da apatia à acção”. Jornalistas, alguns com outras ocupações outros desempregados, uniram-se à causa. Mas não foram os únicos.

Fotógrafos, ilustradores, artistas plásticos e arquitectos (quase tantos quantos os jornalistas e, conta-nos Luís, até a improvisada redacção é num ateliê). A equipa é grande, e expande-se a cada dia com mensagens e ofertas de contributos de perfeitos desconhecidos que dão de caras com o projecto na rua ou nas redes sociais (procure por Jornal “O Espelho” no Facebook). Mas o núcleo de pessoas que não só contribuiu para o conteúdo como também para o financiamento do projecto é mais restrita: 30 pessoas.




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