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Douro em grande estilo: Vintage 2011 e brancos de 2012 para várias ocasiões

Douro em grande estilo: Vintage 2011 e brancos de 2012 para várias ocasiões

23/06/2013 00:00:00

Se 2011 foi um ano excepcional para o vinho do Porto, com a esmagadora maioria das casas produtoras a declararem Vintage (e temos aqui o exemplo da Churchill"s), 2012 está a revelar-se um óptimo ano para brancos (para já, depois se verá como serão os tintos), com bons exemplares de vários patamares de preços de várias regiões, de Norte a Sul de Portugal.

Porque é que o Douro 2011 foi excepcional, sobretudo para o Porto, mas também para os vinhos tranquilos? Porque os níveis de precipitação foram os normais durante os meses de Inverno, mas entre Março e finais de Setembro houve pouca precipitação o que permitiu um ciclo de maturação correcto, com as videiras a sofrerem mesmo de algum stress hídrico, coisa de que gostam. Dois dias de chuva a 21 de Agosto e 1 de Setembro deram o toque final para a perfeição das uvas.

Quanto à boa qualidade dos vinhos de 2012, parece que não há memória de uvas tão sãs na altura da vindima. O ano foi seco mas bastante ameno, o que fez com que o ciclo de maturação fosse longo, logo com uvas mais equilibradas em todos os sentidos. Por isso, os vinhos que já provámos são muito interessantes, quer nas entradas de gama, com muitos vinhos de preço abaixo dos 3 euros a darem grande prazer a beber, quer nas gamas mais altas, com exemplares dignos de nota.

Nas notas de prova que se seguem só temos Douro. A saber: um Porto Vintage, um rosé e quatro brancos. Estes últimos de estilos diversos e também preços diferentes, desde os simples e directos, bons para beber com os amigos numa tarde de calor, até dois mais estruturados que acompanham bem uma refeição mais elaborada. Um deles até merece uma guarda mais prolongada em garrafeira, caso do Vallado Reserva, um vinho fermentado e estagiado em madeira.

Churchill"s Vintage 2011 (60 euros) É um bom exemplar de Vintage clássico, concentrado, complexo, ainda com tudo muito fechado. A boa estrutura de taninos, ainda muito pesados, assegura uma boa capacidade de envelhecimento. Deverá estar a começar a atingir a sua fase adulta dentro de uns dez anos, atingir o seu apogeu dentro de uns 20 anos e durar ainda mais outros tantos ou mais ainda. Foi vinificado em lagares com pisa a pé com uvas de vinhas velhas da e na quinta da Gricha, propriedade de John Graham, proprietário da Churchill"s.

Tons de Duorum Branco 2012 (3,99 euros) Um branco limpo e fresco, sem grandes complicações, com aromas intensos limonados e uma acidez que o torna um vinho muito interessante para ser bebido nos dias quentes de Verão (que há-de chegar). É feito na Duorum, um projecto de José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos, com uvas das castas viosinho, rabigato, verdelho, arinto e moscatel. Pode acompanhar pratos muito ligeiros, servir como aperitivo e para beber à tarde à beira da piscina.

Quinta do CrastO Branco 2012 (9,90 euros) Boa frescura, elegância e intensidade aromática, num perfil moderno onde imperam os aromas de lima, maracujá e flor de laranjeira. Na boca mostra boa acidez e um final com algum comprimento. Acompanha pratos leves de Verão e pode ser bebido como aperitivo. Sirva-o entre os 10 e 11 graus que ele vai subir no copo para os 12/13 graus a temperatura ideal para ser degustado.

Vallado Touriga Nacional Rosé 2012 (5,75 euros) Feito de uvas de touriga nacional de uma vinha situada na cota mais alta da Quinta do Vallado, que lhe confere um baixo teor alcoólico e uma elevada acidez. No no nariz sobressaem os aromas a frutos silvestres característicos da touriga. É leve, fresco e aguenta pratos leves e saladas.

Vallado Moscatel Galego Branco 2012 (8 euros) Aroma com notas de rosas e hortelã. Vinho subtil, seco, com boa acidez que lhe confere muita frescura. Tem 12% de álcool e foram feitas 20 mil garrafas.

Vallado Reserva Branco 2012 (17,50 euros) É um vinho de outro campeonato, fermentado em barricas de carvalho francês (35%) novas e o restante de 2.o ano, mas a madeira não se sobrepõe à fruta. É feito com uvas das castas gouveio, arinto, viosinho e rabigato. Estagiou nas barricas durante sete meses, com batonnage periódica. Na boca mostra bom corpo e acidez, complexidade e estrutura, com um final longo. Tem capacidade para envelhecer bem durante um par de anos.

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