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Por Rui Miguel Tovar
publicado em 14 Set 2010 - 03:00

Eusébio: o primeiro português capitão no estrangeiro
Há 35 anos, um chileno que treinava o clube mexicano Monterrey dá a braçadeira ao pantera negra. Depois dele, Futre, Figo, Rui Costa...

Fernando Riera é um homem pouco falado em Portugal, mais por desconhecimento público do que por demérito. O treinador chileno teve a honra de trabalhar nos quatro grandes de Portugal: Belenenses (1954-57), Benfica (em dois períodos: 1962-63 e 1966-68), FC Porto (1972-73) e Sporting (1974-75). Conquistou três títulos de campeão nacional, todos no Benfica. Iniciou-se, então, no Belenenses. Participou na Taça Latina-55 e, nesse mesmo ano, perdeu o campeonato a quatro minutos do fim da última jornada (2-2 com Sporting) para o Benfica. Regressou ao Chile, onde faria boa figura à frente da sua selecção, com o terceiro lugar no Mundial-62. Daí transitou para o Benfica, com a espinhosa tarefa de substituir o mago Bela Guttmann, bicampeão europeu. Não se amedrontou. Na estreia, ganhou o título nacional e chegou à final da Taça dos Campeões, perdida para o Milan (2-1), em Wembley. De seguida, a conquista da Taça de Portugal para a sempre apetecida dobradinha. Saiu, pois, em beleza para o Espanyol. Passaria ainda pelo Boca Juniors (Argentina), pelo Deportivo (Espanha), pelo Marselha (França) e pelo Monterrey (México), antes de regressar à Luz para mais época e meia (saiu à sétima jornada). Serviu para mais dois títulos de campeão e outra final europeia perdida, em 68, curiosamente no mesmo estádio que cinco anos antes, agora com o Manchester United (4-1 após prolongamento). Nas Antas e em Alvalade não fez história. E por isso rumou novamente ao México, em 1975. Só que desta vez levou consigo Eusébio. Já trintão (33 anos), o Pantera Negra aceitou o repto, entre duas aventuras norte-americanas, assinou por dois anos (embora só tenha feito dez jogos com um golo pelo meio) e foi logo nomeado capitão, uma proeza assinalável e só possível pela força do seu nome. É esta a novidade: um dos nossos ser capitão de equipa no estrangeiro. O pioneiro foi Eusébio, que já envergara a braçadeira de capitão no Benfica e na selecção nacional. Agora, no Monterrey, há precisamente 35 anos. Frente ao Union de Curtidores (3-1). Foi uma aventura curtida? Eusébio diz que sim. "A sensação de chegar, ver e vencer é especial, seja em Portugal, seja nos EUA ou no México.




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