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Por Joana Azevedo Viana
publicado em 26 Jul 2010 - 03:00

Batalha Naval. Coreia do Norte ameaça usar poder nuclear
EUA e Coreia do Sul começaram ontem com exercícios militares conjuntos. Pyongyang lança aviso: "Nós também temos armas nucleares"

De um lado Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e União Europeia. Do outro, Coreia do Norte e China. A tensão continua a aumentar na península coreana, com os aliados a marcarem ontem o início dos jogos de guerra nos mares da fronteira como um instrumento de aviso a Pyongyang. O Japão é um eterno rival das Coreias, mas juntou-se ao exercício militar conjunto - baptizado com o nome de "Espírito Invencível" - da Coreia do Sul e dos Estados Unidos contra a ameaça nuclear da Coreia do Norte, tendo enviado observadores militares para o exercício de quatro dias, que envolve 8 mil soldados e uma frota de 220 navios e aviões.O aumento da tensão entre as Coreias recua a Março deste ano, quando um ataque a um navio sul-coreano fez 46 mortos, o pior incidente da história da península desde o fim da Guerra da Coreia - em 1953. Uma investigação liderada por Seul e apoiada por vários países que integram o Conselho de Segurança da ONU concluiu que foi um torpedo norte-coreano o responsável pela explosão, conclusão que o regime de Kim Jong-il classifica de "falso". A China, eterna aliada do Norte, rejeitou o mesmo relatório.Na semana em que os aliados ameaçaram com novo conjunto de sanções contra a Coreia do Norte, Washington e Pyongyang trocaram acusações directas. Na sexta-feira, um porta-voz do regime norte-coreano referiu que os exercícios militares no mar Amarelo e no mar do Japão "constituem uma grande ameaça não apenas à paz e à segurança na península coreana, mas também à paz e à segurança mundiais". Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, respondeu que a operação é "um exercício defensivo destinado a melhorar a capacidade de trabalho de conjunto dos aliados, e não foi concebido como provocação".Porém, é dessa forma que Kim Jong-il classifica a operação e este sábado o país prometeu lançar uma "guerra sagrada" contra o Sul e os EUA. "O nosso exército e a nossa população vão responder directamente à preparação para a guerra dos imperialistas americanos e do regime-fantoche da Coreia do Sul com o nosso poder nuclear de dissuasão", lia-se num artigo de opinião publicado no jornal do regime, sob o título: "Nós também temos armas nucleares."Quem vai à guerra dá e...




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