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Por Clara Silva
publicado em 7 Maio 2013 - 07:00
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Amor e uma autocaravana
A vida corre-lhes sobre rodas. Foram dormir para os carros por opção e não por necessidade. Não faltam plasmas, parabólicas e periquitos

Carlos e Isilda Lopes têm uma vista diferente todos os dias. Às vezes preferem acordar e espreguiçar-se em frente ao Mediterrâneo, outras gostam de estar perto da civilização e estacionam a autocaravana perto do centro comercial mais concorrido de Lisboa, o Colombo. Já Teófilo Ramos pode deixar o despertador tocar até dez minutos antes de as aulas começarem. A sua carrinha está estacionada quase em frente à escola e, ao contrário dos colegas, não tem de gastar dinheiro todos os meses com o aluguer de uma casa.

Inês Sousa orgulhava-se de ter a melhor vista de Lisboa: estacionada em frente ao Tejo, ia para o trabalho de bicicleta até engravidar e comprar uma casa mais espaçosa no Porto.
Há quem prefira a liberdade da vida sobre rodas às paredes de um apartamento. Laurinda é um bom exemplo. Apesar de ter casa numa das zonas mais cobiçadas de Lisboa, a Avenida de Roma, não troca a sua autocaravana por nada. Na companhia do seu periquito, Quicas, tem a mesma rotina que tinha em casa: cozinha, toma banho, lava a loiça e até fala com os amigos na internet.
A única preocupação constante de todos os que optam por este estilo de vida é encher semanalmente o depósito da água e despejar a casa de banho numa estação apropriada. “Infelizmente há poucos sítios em Portugal onde isso se possa fazer”, diz Isilda Lopes, que já percorreu a Europa na sua autocaravana. “França é o melhor país para viajar assim. Há condições excepcionais e áreas próprias de paragem.”
Em Lisboa são poucos os sítios onde as carrinhas e autocaravanas são bem-vindas e cada vez mais são afixados sinais de proibição de estacionamento. “Costumava ficar ao pé da Torre de Belém e do Padrão dos Descobrimentos, mas depois proibiram”, conta Maria, 49 anos, que há dois vive numa autocaravana. A sua empresa vai abrir uma filial em Madrid e Maria terá de vender a autocaravana. “É uma cidade mais perigosa e por isso prefiro vendê-la aqui”, diz. “Estou a pedir 30 mil euros por ela.”

Uma autocaravana por estrear custa em média 60 mil euros, mas há quem opte por uma carrinha comercial a menos de metade do preço e a transforme numa casa.




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