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Por Rosa Ramos
publicado em 21 Ago 2009 - 03:00

Escândalos da democracia: corrupção na Moderna
Foram descobertas contas na Suíça, viagens, carros de luxo e ligações à Maçonaria

Entre 1997 e 1999 foram gastos com cartões de crédito da Universidade Moderna (UM) mais de 173 mil contos (862 920 euros). Só José Braga Gonçalves teria gasto 58 mil. O caso Moderna rebentou em 1999 e sentou 13 arguidos no banco dos réus, acusados de associação criminosa, gestão danosa, burla, falsificação de documentos, corrupção e apropriação ilícita. Em Janeiro de 1999, Esmeraldo Azevedo - vice-reitor da UM, presidente da cooperativa Dinensino (empresa proprietária da instituição) e afastado do cargo pela família Gonçalves -, apresentou uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) por alegada gestão danosa da cooperativa. A denúncia deu origem a várias investigações. Em causa estariam 2 milhões de contos desaparecidos dos cofres da Dinensino. A PJ seguiu o rasto ao dinheiro e encontrou empresas em off-shores, operações de branqueamento e desvio de dinheiro. Seguiram-se outras investigações, centradas em actividades ilícitas de colombianos e russos em Portugal, relacionadas com o crime organizado e redes de prostituição e tráfico de droga. Um mês depois, a manchete do "Diário de Notícias" lançou a polémica: "Polícias investigam Universidade Moderna." O jornal garantia que os Serviços de Informações de Segurança (SIS), a Polícia Judiciária e a PGR tinham em mãos relatórios e inquéritos sobre ligações entre a UM e a Maçonaria Regular. No final de 2006 chegam notícias de cisão na Maçonaria. Nandim de Carvalho era grão-mestre na Grande Loja Regular de Portugal e foi destituído do cargo. A decisão terá sido tomada por José Braga Gonçalves, filho do reitor da Moderna, e o antigo cavaleiro tauromáquico José João Zoio. Em Fevereiro de 1997 explode uma bomba à porta da casa de José Braga Gonçalves. A PJ começa a investigar escutas ilegais em gabinetes da universidade. Em Fevereiro de 1995, o jornal "Público" já falava de relações de conivência entre a Câmara de Lisboa e a UM. A autarquia teria fechado os olhos à licença camarária necessária para realizar várias construções. Três anos depois, em 1998, o "Público" noticiava a realização de obras da Moderna em terrenos camarários, contrários aos planos existentes na zona. As suspeitas foram sempre negadas. As irregularidades apareceram em catadupa, desde pagamentos ilegais a professores ao recurso a empréstimos bancários e ao leasing para compra de carros que estariam a ser usados por pessoas externas à instituição ou ligadas à Dinensino.




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