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Por Jornal i
publicado em 26 Jan 2011 - 03:00

Pedroso pede remodelação no governo em vésperas do congresso
"Há áreas no governo que precisam de ser refrescadas", diz Paulo Pedroso, da Comissão Política do PS

Em vésperas do congresso do PS, o dirigente socialista Paulo Pedroso defende uma remodelação no governo liderado por José Sócrates e considera que a reunião magna do partido é o momento adequado para "apresentar a nova plataforma com que o partido pretende governar" em tempos difíceis.A declaração do ex-ministro socialista foi feita ao i após a decisão do secretariado do PS de marcar para os dias 8,9 e 10 de Abril o congresso do partido e as eleições directas para 25 e 26 de Março, sendo que José Sócrates deverá ser o único candidato com peso a disputar a liderança.Neste cenário, Paulo Pedroso, da Comissão Política Nacional do PS, entende que "há áreas que precisam de ser refrescadas" no interior do governo, acrescentado que "é expectável que o líder do PS queira que o partido esteja na sua máxima força até ao fim da legislatura". Nesse sentido, o ex-deputado socialista pensa que "o congresso pode ser um momento de afirmação das medidas de reorientação que se julguem necessárias para que isso ocorra".Para este dirigente socialista, o congresso deve servir para "retocar a agenda do PS" e promover uma reflexão que aponte para que os portugueses "possam ver uma luz ao fundo do túnel, ao mesmo tempo em que seja possível explicar o sentido dos sacrifícios".Os socialistas, depois do fraco resultado de Manuel Alegre nas presidenciais, garantem que vão canalizar "todas as energias para assegurar a governação em circunstâncias difíceis". Foi o que garantiu Francisco Assis no final da reunião do secretariado, em que a principal mensagem foi dirigida ao Presidente da República para garantir que o PS está disponível para "um bom relacionamento institucional". "Pela nossa parte, vamos ter essa preocupação e vamos agir de forma a garantir que esse sentido de cooperação institucional prevaleça sobre outro qualquer tipo de impulsos", disse o líder parlamentar do PS numa declaração com o objectivo de atenuar a crispação entre o Presidente da República e os socialistas.Durante a campanha eleitoral, Francisco Assis chegou a afirmar que "o país não precisa de um Presidente que se assuma como o provedor de todos os descontentamentos" e acusou Cavaco Silva de seguir "uma linha de orientação que não privilegia a manutenção de um clima de estabilidade".Quanto às presidenciais, Assis defendeu que o capítulo está encerrado, no mesmo dia em que Mário Soares escreveu um artigo no "Diário de Notícias" a criticar o PS por ter apoiado o "candidato que já tinha sido escolhido pelo Bloco de Esquerda".O ex-presidente da República reafirmou ainda que a opção do PS foi um erro grave, porque dividiu o partido.




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